Do Ponto com para o Ponto cruz?

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Não. Não é nada disso!

Eu ainda sou free, muito free. Eu sou free demais. Sou free há quase uma década. São muitos e muitos dias entre o aqui e o lá, correndo para apresentações, pra pegar jobs, pra entregar jobs e também para perder uns quilos na linha de cintura. Haja esteira pra tanta caloria! Matemática injusta e como toda injustiça, cruel.

Alguns leitores dos meus tempos de revista webdesign me perguntam onde eu fui parar. Poutz! Fui pra tantos lugares e em muitos deles ainda estou. Em alguns de corpo em outros de alma.

Nunca curti essa coisa de fazer uma coisa só. Mas depois de muitos anos de carteira assinada e outros de freela resolvi dar um rumo pra minha vida e foquei no que mais gosto de fazer: criar. Criar roteiros, criar estórias e histórias, criar textos, criar produtos, criar personagens, criar caso. Sim, eu também crio caso.

E esse amplo criar tão complexamente grande abrange tanto, tanto que confunde.

–   Você lava, passa e faz faxina. É isso? – pergunto para uma voluntária ao cargo.

–   Só limpo. Não lavo e nem passo. – responde.

–   Entendo. Não dá tempo, né? – inocente pergunto.

–   Nem se desse. Ahhh! E também não limpo dentro de armário, nem de forno de fogão e nem desses forninhos pequenos, sabe? Também não limpo dentro de máquina de lavar. Geladeira nem pensar. Só por fora. Ah! E saio no máximo as cinco. – respondeu dando uma boa olhada para minha Brastemp Inverse.

–  Entendo. Obrigada. Felicidades, passar bem, quer dizer, eu sei que você também não passa, mas… obrigada. – aproveito a deixa do “fora” pra dar o meu.

Tamanha sinceridade ou “sincericídio” não seria tão bem aceita no mundo coorporativo. Imagino a cena. Eu, sentada em uma sala, ao lado de um grande cara de uma grande empresa dando o texto abaixo:

–   Só trabalho com quem eu admiro, não quero saber de ninguém berrando na minha orelha, não simulo produtividade, jamais dê tapinhas nas minhas costas ou atrase o pagamento da minha nota e por favor, não peça minha opinião se não quiser de fato escutá-la. Ahh! E eu saio as cinco.

Brincadeira. Eu não saio as cinco. Eu trabalho de casa 😀 Eu entro as cinco!

É! Adoro acordar de madrugada e socar um teclado. Eu, meu quarto, aquela onomatopeia nada orquestrada de letras, o respirar dos gatos jogados pelo chão e o som dos passarinhos. Tudo na penumbra do pré amanhecer com a feliz esperança de que logo mais, ali na minha janela, irá nascer um novo dia. Um dia novo. Um novo e feliz mais um dia!

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