Eu me freelo.

Meus Kikos Marinhos morreram de fome, ou afogados. Não sei direito até hoje. Só sei que não viraram nada, nem sereias, nem cavalos marinhos com tridentes em tronos, nem peixes com quatro olhos. Nada, absolutamente nada do que prometia a embalagem. Assim, me sinto as vezes como criadora deste blog, dividida. Alimento ou não alimento? Coloco textos inéditos ou os antigos da Revista? Mas se forem antigos será que irão corresponder a realidade existente hoje no mercado? Que realidade? Que mercado? O Dia? Agencias? Produtoras? Emissoras? Que blog?

É. Eu ainda vivo de fazer freelas. Aliás, só vivo porque faço freelas, quer dizer, viver, viver mesmo não é bem a palavra. Talvez falte um “sobre” antes dela, ou melhor, talvez não falte nada porque de fato viver definitivamente não é a palavra. Me “virar” sim, talvez seja a palavra. Sim, eu não vivo de freela, eu me viro como freela. E um virar todo trabalhado em cambalhotas e outras manobras olímpicas e circenses. Aliás, mais pra circenses, com direito a torta na cara.

E se minha vida de freela se restringisse hoje a uma foto legenda, ela seria um par de All Star numa corda bamba, bem bamba, bem corda, bem alta, um All Star dois números mais apertado. Ai, que alívio não ser uma foto legenda. E mais alívio ter podido desabafar, nem que fosse por alguns segundos essa gana de amor e ódio entre o viver e o me virar como freela.

Funciona mais ou menos assim: Se a coisa vai bem, entram trabalhos, os clientes elogiam, pedem mais trabalhos, pagam pelos trabalhos… Eu sou freela.

Módulo dois que não funciona e é mais ou menos assim: O cliente chama, a gente faz, desfaz e refaz o trabalho, fica séculos pra receber sua grana. Isso quando te pagam … É. Eu me viro.

E incluo nessa vida de me virar um montão de trabalhos. Afinal, há de se ter pelo menos três pra trabalhar por seis e receber pelo menos de um. Matemática nem sempre exata, mas funciona exatamente assim. Por isso, se você quer ser freela prepare-se pra se virar em três. Pode ser divertido. Quando tem graça é o máximo. Eu garanto!

E antes que você desista eu preciso dizer que, mesmo com os problemas administrativos de sempre, o mundo do freela é “pra mim” pelo menos umas trocentas vezes mais divertido que fazer todo dia o mesmo caminho para o mesmo lugar em busca da mesma realização e do mesmo sonho que nem sempre vem. Ser freela “pra mim” é ser livre para poder servir o que temos de melhor sem cobrar nada além do que merecemos por aquele serviço.

Pra mim, ser freela é poder almoçar assistindo O Clone, assar o bolo no meio de uma refação, ligar para uma amiga e sair pra tomar um café sem se preocupar se o descanso de tela entrou ou não na página do GuruWeb … É poder fazer o que você quiser e puder fazer por você, sendo você o único proprietário da sua carta de alforria. Obrigada. Nossa! Que obrigada nada a ver. Vou apagar. Quer saber, não vou e vou colocar outro obrigada. Pronto, coloquei. Pronto acabou.

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10 comentários

  1. Vou copiar e colar e assinar como meu lá no muié do mei do mato. Estou meio preguiçosa hoje, por causa do feriado de ontem. O clone acaba essa semana e o Roberto Carlos está lá em Jerusalém. hahaha beijos amiga, somos tão parecidas.

  2. Nossa, eu concordo DEMAIS com você. Eu também sou freela e não troco essa vida por nada. E concordo que é ótimo poder fazer um trabalho e ficar com a tv ligada, depois cansa um pouco, dá uma deitada, uma lida, brinco com o meu gato, saio para dar uma volta… nossa, é mto bom!

    E gostei do seu blog!

  3. Lindo!

    Vivo num misto de freela e fixo (já faz cinco anos), querendo enfiar a cara de vez na vida de freela. Até porque a gente só consegue se organizar melhor como freela quando não tem que estar oito horas preso à vida do fixo. Não dá pra arrumar portifolio, trabalhar com três, quatro freelas de vez, e ainda trabalhar oito, nove horas por dia num fixo. Não dá. E ainda assim, minha vida é essa, pense aí…

  4. desabafo leve, ou pesado, já que é um desabafo e desabafamos quando estamos pelas tampas… mas é sempre divertido te “ler” e te enxergar tão leve, apesar dos pesares, que nem sempre são tão pesares assim.
    bjs de muito amor
    DaAna

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