Vida de Freela


Episódio de Hoje: Marcela De Onde?

É triste, mas ser freela é ter que encarar com certa frequência a famosa telefônica e/ou repecionística perguntinha: Marcela Catunda de onde? No começo eu parava pra pensar enquanto minha vontade era dizer: Me pegou! Ieié pegadinha do Malandro!

Diz que é a Marcela Catunda da Marcela Corporation, mas é ridículo dizer isso. Eu não sou uma corporação, nem uma empresa, mal consigo ser uma pessoa física. Só Deus sabe o que me custa fazer exercícios semanalmente para me manter um ser fisicamente viável.

Eu sou a Marcela Catunda Roteirista. Opa! Tô livre! Mas nem sempre essa resposta é o suficiente e claro tem quem insista na pergunta: Ok, Marcela Catunda Roteirista (pausa) da onde? E daí lá volta o Sergio Malandro. É inevitável. Eu não consigo fugir é um pensamento obsessivo.

Como assim de onde? De mim. Daqui. Eu não sei de onde. Juro que não sei. Se eu soubesse o que dizer eu diria nem que fosse pra me ver livre de você. Mas juro! Juro. Não sei responder a essa pergunta. Eu não sei. Eu não sei. Eu não sei. Que humilhação. Isso é bem pior do que não ter contracheque pra abrir crediário nas Casas Bahia, mil vezes pior. E olha que passou de doze vezes eu tô comprando.

E é sempre assim. Ser freela é ser bem mais do que uma espécie de profissional disponível no mercado de trabalho (sim a gente trabalha) é também ser uma cobaia perdida entre os labirintos do mundo corporativo a procura de um pedacinho de queijo, compreensão e porque não, um job.  Eu prefiro minha parte em job. Se bem que se rolar compreensão eu tô aceitando.  Agora se minha parte vier em queijo que seja o Minas Pradrão, por favor.

É cada uma.

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8 comentários

  1. Mto bom! Adorei! Aconteceu exatamente isso comigo outro dia!
    Aí a gente fica com cara de tacho. Pior ainda quando você chega num evento como representante de “redes sociais”! Aí já viu! Vou logo dizendo de onde veio o convite para o job – fulano da agência tal – e pronto. Tem o peso da pessoa jurídica! 😉

    Abs,
    Eliane
    1001roteirinhos.com.br

  2. meu rosto chegava a ficar vermelho:
    – Luciana de onde?
    – Luciana Webdesigner
    – ãhmmm…

    agora falo assim
    – Luciana de onde?
    – Luciana Perdigão
    – um momento que vou chamar…

    eles devem achar que sou das salsichas… mas resolvi meu problema.

  3. adorei este seu texto!!!
    é bem assim mesmo que acontece com quem não tem um ‘emprego fixo’, como nós! e eu? que no Rio (onde não tem japas) ainda tenho este nome impronunciável? ah, mas isso só auemnta o nosso repertório de ‘causos’ engraçado para contar! 😉
    beijoca.

  4. oi Marcela, toda vez que alguem me pergunta Marcia da onde? me corpo ate transpira mais
    me sinto quente de vontade de gritar…pior é que, se é no trabalho, fica muito mais terrível …
    Marcia, qual delas pois lá tem tres.
    mas quando perguntam marcia da onde….eu logo respondo:
    da Terra
    bj

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