Vai um freela no risco aí? E uma coxinha?

O que é mais arriscado: pegar um job daquele cliente que te paga em rodízio (ou seja, um job sim outro não) ou aceitar um freela no risco? Deixa que eu respondo, pra mim a segunda opção é a mais arriscada. Afinal, o primeiro ainda pode vir a te pagar, nem que seja em crédito de carbono, já o segundo…

A verdade é que trabalhar no risco é arriscado apenas para quem entra com o risco. No caso, você. E o mais maluco é que normalmente o cara que te chamou pra trabalhar no risco esquece que você a princípio não está recebendo nem um centavo de real por aquele trabalho.

– Temos reunião hoje as duas, amanhã as quatro, quinta as seis e sexta um almoço em Carapicuíba, ok? – dispara o new boss
– Como assim, Carapicuíba?

Essa é a típica hora que dá vontade de morrer. Além do cara esquecer que você não tá recebendo nada, ele também não quer deixar tempo pra você faturar trabalhando pra quem te paga. E fica ofendido achando que você não está se empenhando, dando o melhor de si, blá, blá, blá.

Pra não escutar desaforos, ou pelo menos tentar evitar alguns é importante estabelecer desde o primeiro encontro até aonde você será capaz de ir em nome de um job de risco. Entende-se por job de risco aquele que você corre muito mais o risco de não receber do que de receber. Estabeleça seus horários, locais de trabalho, número de idas e vindas, etc… Afinal, você gasta uma grana indo e voltando, estacionando. Some tudo, tudo. Até aquela coxinha com guaraná que rola quando o cara marca uma reunião as onze e meia e te atende as dez pra uma.

Não esqueça que além de trabalhar no risco você inevitalvelmente terá que investir algum. Numas situações (não todas) eu tenho a impressão de que, trabalhar no risco parece mais uma maneira agradável de te chamar pra trabalhar de graça. É, uma coisa:
– Faz aí que se rolar a gente te paga lá pra frente.

E esse lá pra frente seria aonde? Quando? Será que dá pra ser mais específico, tipo uma data? E é incrível como os caras que chamam a gente pra trabalhos no risco tão sempre com o risco deles numa confortável poltrona, só no conforto garantido. Resumindo e embrulhando essa coisa de freelar no risco pra mim deu.  Mesmo porque quem vive no risco é camisa xadrez e eu, tô fora. Aliás, bem fora. Xis no risco.

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1 comentário

  1. Bem colocado… 🙂 Ocasionalmente vivencio esta situação.. bem complicado, visto que a “empresa de um homem só” não pode se dar o luxo de dedicar tempo em projetos “de risco”, pois enquanto isso, aquele job que ia te render um algum acaba ficando de lado. É preciso saber pontuar bem essas situações, avaliar o momento do escritório, etc, mas na maioria das vezes é roubada.
    Abç!

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